A Astrologia e Alquimia uma Metáfora Psicológica


A importância das linguagens simbólicas e o simbolismo alquímico do horóscopo.

A alquimia tal como a astrologia e a mitologia parecem ter surgido como um produto ingénuo e espontâneo do inconsciente colectivo.

Tendo em conta que o chumbo e o ouro alquímico são dimensões de nós próprios e que o alquimista e a sua obra, são símbolos do processo de evolução individual, o objectivo da alquimia é o aperfeiçoamento da matéria-prima e o da astrologia alquímica é o da transformação da consciência. Quer uma quer outra tratam de transformar a matéria bruta da natureza humana (os instintos) e de revelar o seu potencial, não através de repressão ou transcendência, porém através do confronto interior e da integração.

A opus alquímica e a leitura holística do mapa natal estão direccionadas à unificação.

O ponto de vista hermético em que assentam as duas linguagens está baseado na lei das correspondências. Portanto, o princípio ou arquétipo de Marte, já que este não é unicamente um planeta, é também encontrado no interior da terra como ferro, no corpo humano nas glândulas adrenais, na psique como instinto de afirmação e agressão etc...

Outros exemplos:

Saturno: o chumbo, o esqueleto, o instinto de defesa e de autoproteção.

Sol: ouro, coração humano, a capacidade de expressar e amar.

Tanto na alquimia como na astrologia há ocasiões favoráveis e desfavoráveis para mexer com a criação de Deus.

A matéria-prima é o início da opus. No final temos o "Lápis" a pedra filosofal (o self - simbolizado pelo Sol).

O Mercúrio alquímico é na verdade uma imagem da relação do consciente com o inconsciente, e a estranha face tríplice dessa figura: o lado primitivo da natureza, a essência divina ou Pedra Filosofal e o ego consciente, que tenta dar sentido a tudo isso - estão representados nas imagens simbólicas, tanto da alquimia como na astrologia.

A pessoa inconsciente é extremamente previsível, mas no momento em que começa a reflectir sobre a sua própria natureza interior, começa a interferir e a criar o seu destino.

Questões psicológicas - o trabalho do alquimista e do astrólogo.

O alambique ou retorta, assim como o mapa astral são imagens das capacidades contidas no inconsciente.

O trabalho de remover os bloqueios, não reprimindo e contendo ao mesmo tempo o processo de extroversão, requer o saber lidar com o tempo e o manejo dos instrumentos necessários, para uma boa alquimia.

O conhecimento das influências astrais ajudam-nos a compreender a natureza do universo do qual somos feitos. A partir daí, cada um tem a tarefa de construir ou dar forma ao ser que idealizou.

Vivemos hoje num mundo no qual assistimos diariamente à exaltação de uma linguagem, essencialmente focada no exterior e na imagem.

Este tipo de informação veicula principalmente valores assentes no lucro, na exploração gratuita e utiliza lemas, tais como: “tempo é dinheiro”.

Para desmontar o sistema actual vigente torna-se necessário redescobrir o poder inerente a cada um de nós que reside na exploração da nossa vida interior. Se queremos ser agentes activos numa sociedade em reestruturação temos de intensificar a nossa criatividade, a fim de expressarmos as leis fundamentais que regulam a vida. Nesse sentido, torna-se importante, termos acesso a outros tipos de linguagem que acedam ao manancial oculto no nosso inconsciente.

A linguagem simbólica da astrologia é uma das chaves que ajuda a despertar o ser real, presente em cada um de nós. O convite ao estudo desta disciplina é também um apelo ao desenvolvimento do Eu essencial, que preside além das aparências.

Se nos compreendermos melhor e ao mundo que nos cerca, maior a possibilidade de transformarmos o meio em que vivemos.

Muitos de nós estão sedentos de valores novos, porque estão saturados dos discursos caducos e obsoletos. A hora de novos mensageiros chegou, entre outras coisas ‘eles’ vêm falar da Alma do Homem, da Alma de Portugal, da Alma do Mundo...

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