Eclipse Anular do Sol

Breves notas: Eclipse anular do Sol 10 Junho 11h42 Lisboa 19º de Gémeos

A abundância e a proliferação dos mais variados pontos de vista, a afluência de informação e de desinformação, o dito e o não dito, a reviravolta de opiniões, a obliteração e o esquecimento…tudo faz parte deste tráfego geminiano envolto em emoções de bruma e sentimentos dispersos, presentes neste Eclipse Solar de Gémeos em quadratura aplicativa a Neptuno em Peixes! Fronteiras de névoa, um abre e fecha, confina e desconfina, avanções e recuos, tudo faz parte desta viagem de carrossel na qual Mercúrio retrógrado se prepara para mudar de direção, de Epimeteu a Prometeu um novo ciclo começa na nossa forma de pensar e comunicar - o Mercúrio Novo – dando início a um ciclo que começa a integrar o eixo Gémeos/Sagitário neste jogo de alternâncias e variantes em que todos andamos perdidos! É tempo, de tirarmos ilações, fazer as sínteses, divulgar os estudos, comunicar o apreendido nesta última passagem do Sol pelo Nó Norte Lunar em Gémeos. A integração do Eixo da aprendizagem e do conhecimento passa pelo equilíbrio e pela complementaridade dos signos: Gémeos – reconhecer a dualidade e as diversas visões da realidade Sagitário – em busca de uma Unidade não dogmática A pressão coletiva simbolizada na oposição Marte/Plutão começa agora a desfazer-se com a entrada de Marte em Leão, onde a vontade e o desejo pessoal estarão mais enfatizados. Em relação aos aspetos aplicativos que marcam este período temos o sextil de Vénus a Úrano indicador de uma maior liberdade e partilha de afetos, a quadratura do Sol a Neptuno que nos fala da importância de consciencializarmos a dimensão do sentimento coletivo e da espiritualidade nas nossas vidas. Para concluir os aspetos aplicativos desta lunação especial, falta abordar a 2ª quadratura deste ano de Saturno a Úrano a última foi em fevereiro, Saturno em Aquário agora em movimento retrógrado e Úrano em Touro em movimento direto, farão um aspeto exato nos dias 14 e 15 no grau 13 de cada signo. Úrano direto em Touro acentua a liberdade individual e a descoberta de novos valores, Saturno em Aquário preocupa-se com regras coletivas, porém, estando em movimento retrógrado, a disciplina e o pragmatismo estão a ser reavaliados em função dos valores e da produtividade individual simbolizados por Úrano em Touro. Na realidade verifiquei há pouco no Algarve que 80% da população circundante não usava máscara, o que acentua a força inevitável de Úrano neste período! Tudo indica que vamos ter para já uma liberdade menos condicionada até Outubro, altura em que Saturno passa a movimento direto, encontrando-se nessa fase Úrano em movimento aparente retrógrado. Existe no ar a tensão entre o biológico, o fisiológico, a simplicidade taurina e o regulamento planificado de Saturno em Aquário disposto a padronizar os seres em moldes globalizantes sem respeitar as diversas especificidades intrínsecas no indivíduo. Ordem e diferença, relação de pai/filho (Ouranus/Kronos) terão de reconciliar-se para dar lugar a um tempo de fusão em que o alfa e o zeta se voltam a reunir, fechando o velho ciclo e abrindo em simultâneo um novo mais criativo e sintético. Até lá ainda iremos passar por dois eclipses fundamentais o de Dezembro deste ano e o de Abril de 2022 que será uma das peças chave para a grande transformação social. Quanto ao 10 de Junho dia de Camões e de Portugal, quero vos dizer que com este eclipse do Sol a reger um ascendente Leão nos últimos graus, estamos ainda num período de crise identitária, a viver as últimas memórias daquilo que um dia fomos, mas um Portugal virado ao futuro, a um vir a ser, poderá ser anunciado já nesta fase de lua crescente que se estende a partir do dia 13, dia de Santo António e de Fernando Pessoa, o poeta que previu o futuro da alma universal portuguesa. Nesse sonhar acordado, Pessoa viu esse Sol doirado a brilhar nas areias do V Império Espiritual simbolizado na criança divina que sempre esteve em cada um de nós. É no regresso dessa presença, do Desejado, que a alma portuguesa se deve nutrir se quiser de deixar de andar à deriva, oscilando por todos os tipos de modismos, politiquices, diletantismos, demagogias, adiando sine qua nom aquilo que por natureza terá de cumprir!

Luís Resina Lisboa, 10-6-21




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